Temas da Pintura: Os pássaros–Galeria 20
AS POMBAS
Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…
Raimundo Correia (1859-1911)
MARIE OESTERLEY
EMILE EISMAN SEMENOWSKY JOSEPH CARAUD
EDWARD KILLINGWORTH JOHNSON
STEPAN BAKALOWICZ ALFRED SEIFERT
MARIE SPARTALLI STILLMAN CHARLES SPENCELAYH
ARTISTAS DESCONHECIDOS – SÉCULO 19
CHARLES JOSHUA CHAPLIN
Espelho, espelho meu ! … Galeria 18
MIRAGEM
Eu no espelho: atentas, nós duas
nos observamos para além da imagem.
Estendemos a mão, tocamos esse pó de gelo,
sabendo:
se eu mergulhar daqui, e do seu lado, ela,
vão se fundir num sopro nossos rostos,
todos os meus sonhos e os anseios dela.
Mas nenhuma se atreve. Continuamos
sozinhas nesse mundo de reflexos,
eu e ela incompletas, nuas
e sós.
(Lia Luft)
Ilustração: Arno von Riesen
ALFRED JOSEPH WOOLMER PIERRE PAUL PRUD´HON
MARIA WILHELMINA WANDSCHEER CARL VILHELM HOLSOE
ULISSE CAPUTO CHILDE HASSAM
JOSEPH CARAUD HANS HAMZA
PETRUS VAN SCHENDEL
Ilustração: H. Winthrop Pierce
Um autor, duas obras: Léon-Jean Bazille Perrault
LÉON- JEAN BAZILLE PERRAULT
(20 de Junho de 1832, Poitiers, França – 1908, Royan, França)
Um pouco de poesia…
Poema
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.
Carlos Drummond de Andrade
Pintura: Puvis de Chavannes
Canção do Sonho Acabado
Já tive a rosa do amor
- rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia…
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
- utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz…
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis… mas não quero mais…
Cecília Meireles Pintura: Ivan Kramskoi
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
Pintura: Alfonso Simonetti
Tão longe, de mim distante…
Quem sabe ?
(Música de Carlos Gomes – 1859, de uma poesia de Bittencourt Sampaio)
Tão longe, de mim distante,
onde irá, onde irá teu pensamento.
Tão longe, de mim distante,
Onde irá, onde irá teu pensamento.
Quisera saber agora, quisera saber agora,
se esqueceste, se esqueceste, se esqueceste o juramento.
Quem sabe se és constante, se ainda é meu, seu pensamento.
Minh´alma toda devora, da saudade, da saudade, agro tormento.
Tão longe, de mim distante,
onde irá, onde irá teu pensamento.
Quisera saber agora,
se esqueceste, se esqueceste o juramento.
Quem sabe se és constante, se ainda é meu,
seu pensamento.
Minhalma toda devora, da saudade, agro tormento.
VLAHO BUKOVAC JOHN WILLIAM GODWARD
VICENTE PALMAROLI Y GONZALEZ JOHN GEORGE BROWN
WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU WILLIAM MAW EGLEY
CHARLES SILLEM LIDDERDALE PHILLIP HERMOGENES CALDERON
FERNAND TOUSSAINT
HUGUES MERLE
JULES JOSEPH LEFEBVRE
Pintura: Mães e filhos–Galeria 11
MÃE…
São três letras apenas,
As desse nome bendito:
Três letrinhas, nada mais…
E nelas cabe o infinito
E palavra tão pequena – confessam mesmo os ateus-
És do tamanho do céu
E apenas menor do que Deus!
Mario Quintana
HANS BACHMANN LEE LUFKIN KAULA
ALFRED STEVENS
JAMES SANT
ELISABETH JERICHAU BAUMANN
TONY JOHANNOT FREDERICK GOODALL
GERHARD WILHELM VON REUTERN FRIEDRICH EDUARD MEYERHEIM
FRANK WILLIAM WARWICK TOPHAM EVA HOLLYER
AUGUSTE TOULMOUCHE
8 de maio–Dia do Artista Plástico Brasileiro
A data foi escolhida em homenagem ao pintor José Ferraz de Almeida Júnior, um dos artistas brasileiros mais importantes – século XIX. Nasceu em Itu (SP), no dia 8 de maio de 1850. Aos 19 anos entrou para a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Jules Lê Chevrel, Victor Meirelles e Pedro Américo. Em 1876, recebeu uma bolsa de estudos do Imperador dom Pedro II e seguiu para Paris, onde participou da exposição de arte mais badalada da época, o Salon Offíciel dês Artistes Français. O pintor produziu cerca de 300 obras, e entre seus quadros mais famosos estão Violeiro, Picando Fumo e Caipiras Negociando, que retratam o dia-a-dia do homem do campo. Almeida Júnior morreu assassinado dia 13 de novembro de 1899, em Piracicaba (SP). Em 1950, 8 de maio foi oficializado como Dia do Artista Plástico Brasileiro.
Fonte: Livro: A origem de Datas e Festas, de Marcelo Duarte
LEIA MAIS na Wikipedia: BIOGRAFIA
GALERIA JOSÉ FERRAZ DE ALMEIDA JUNIOR
Mãos de pintor
Exaltemos as mãos que vão deixando
Traços de leves asas palpitando.
Das aves a vagar;
As lagoas de límpidos espelhos;
Pássaros (lindos) verdes e vermelhos,
Tão loucos a voar.
Exaltemos as mãos que, com ternura,
Podem falar de amor e de loucura,
Em noites de luar;
Que sabem desenhar tão lindas rosas,
Sem poder escolher as mais formosas,
Tão belas de admirar.
Exaltemos das mãos toda a beleza.
Do sol no entardecer;
Das mãos que dão calor a um rosto amado,
Que ficou para sempre abandonado
E se deixou morrer…
Titina Palmiere Brandão
Que tal um joguinho ?… – Galeria 6
EDWARD FREDERICK BREWTNALL
NANCY A. SABINE PASLEY
GAETANO BELLEI
THOMAS EAKINS
FRANCIS COATES JONES
SAMUEL MELTON FISHER CARL HERPFER
LEONARD CAMPBELL TAYLOR
JEAN LEON GEROME FERRIS
Sua majestade, o chapéu ! – Galeria 11
EMILE EISMAN SEMENOWSKY GEORGE HENRY BOUGHTON
PIERRE AUGUSTE RENOIR FRIEDRICH VON AMERLING
BERTHE MORISOT SAMUEL LUKE FILDES
SOPHIE ANDERSON LEON HERBO
ALBERT LYNCH
EDWARD OKUN
Em algum lugar do passado…–Galeria 15
ETTORE FORTI
GUGLIELMO ZOCCHI
GUSTAVO NACCIARONE JOHN WILLIAM GODWARD
HENRIK SEMIRADSKY
SIMEON SOLOMON
WILLIAM CLARKE WONTNER GUILLAUME SEIGNAC
SIR LAWRENCE ALLMA-TADEMA
JOHN WILLIAM WATERHOUSE
Pintura: Arthur Claude Strachan
Arthur Claude Strachan (Edimburgo, Escócia, 1865 – 1929 )
Pintor de paisagens e cenas da aldeia, a maioria em aquarela. Estudou arte em Liverpool, Inglaterra, onde viveu muitos anos, mas também passou po Warwick, Evesham, New Brighton, Glasgow, Edimburgo, Londres, País de Gales do Norte e Minehead, Somerset. Em decorrência de suas múltiplas moradias, sempre foi difícil obter maiores informações sobre sua vida.
Ao final do período vitoriano, pinturas de jardins tornaram-se um dos temas mais populares para os artistas da época e Arthur Claude Strachan foi um dos que se especializaram no assunto, muitas vezes pintando os jardins de trabalhadores agrícolas, em que as flores cresciam em grande profusão. Exibiu-se na "Walker Art Gallery", em Liverpool, e também na Academia Real, incluindo duas paisagens do Norte de Gales.
GALERIA ARTHUR CLAUDE STRACHAN
Mães e filhos–Galeria 10
“A mãe trouxe para a terra o invento de amar”.
E. Harancourt
ELISEU VISCONTI
SIR WILLIAM QUILER ORCHARDSON
PHILLIP RICHARD MORRIS
THEODORE GERARD FRANÇOIS ALFRED DELOBBE
ALBERT EDELFELT HENRY GUILLAUME SCHLESINGER
JAMES JOHN HILL ADOLPHE JOURDAN
THOMAS WEBSTER
ANTOINETTE CECILE HORTENSE HOUDEBOURT LESCOT
MILDRED ANNE BUTTER
Eu sou um(a) pintor(a) !–Galeria 17
E à Arte o Mundo Cria
Seguro Assento na coluna firme
Dos versos em que fico,
Nem temo o influxo inúmero futuro
Dos tempos e do olvido;
Que a mente, quando, fixa, em si contempla
Os reflexos do mundo,
Deles se plasma torna, e à arte o mundo
Cria, que não a mente.
Assim na placa o externo instante grava
Seu ser, durando nela.
Ricardo Reis
Heterônimo de Fernando Pessoa
JULES ADOLPHE GOUPIL
ETIENNE AZAMBRE WILLIAM OLIVER
CHARLES SPENCELAYH
PEDER MORK MONSTED WILHELM AUGUST GOLICKE
CONSTANT AIMÉ MARIE CAP
FELIX VALLOTTON
MORGILLI
ANTONIO GISBERT CHARLES PECRUS
JOZEF CORNELIUS CORRENS
Amar é uma arte !–Galeria 28
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes
WALTER DENDLY SADLER
EUGENIO ZAMPIGHI
POMPEO MASSANI
HENRY SPERNON TOZER
EUGENIO PRATI VINCENZO BUSCIOLANO
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EMIL RUDOLF WEISS
Nem tudo são flores…–Galeria 3
FRANCIS DANBY
IGNACE SPIRIDON
CHARLES ROBERT LESLIE CHARLES WEST COPE
PIERRE AUGUSTE COT WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU
HUBERT VON KERKOMER
ROBERT WALKER MACBETH
AUGUSTUS EDWIN MULREADY
CHARLES BURTON BARBER
Pintura: Crianças–Galeria 18
“Quando vozes de crianças se ouvem na relva,
E risos se ouvem nas colinas
Meu coração descansa no meu peito,
E todo o resto fica sereno”.
William Blake (1757 – 1827)
JOHN EVERETT MILLAIS SOPHIE ANDERSON
EMILE AUGUSTE HUBLIN WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU
JOHN GEORGE BROWN
ERIK THEODOR WERENSKIOLD JACOB MARIS
ALEXEI HARLAMOFF
FRANZ VON STUCK HEINRICH RETTIG
PIERRE AUGUSTE RENOIR BERNHARD POTHAST
THOMAS LIDDELL ARMITAGE GEORGE GOODWIN KILBURNE
Música na pintura: Galeria 17
EUGENIO ZAMPIGHI
FREDERICK CHILDE HASSAM
EDUARDO LEON GARRIDO
LOUIS JAMBOR LAJOS
MIHÁLY MUNKÁCSY
JOSÉ FERRAZ DE ALMEIDA JÚNIOR
CONRAD KIESEL THÉODORE LE MONNIER
ROBERT JAMES GORDON SILVESTRO LEGA
Leques–Galeria 13
FILADELFO SIMI
ALBERT RAUDNITZ THOMAS ANSCHUTZ
LUCIUS ROSSI JOHN SINGER SARGENT
ARTISTA DESCONHECIDO – SÉCULO 19 GEORGE OSCAR BAKER
PIERRE PAUL LÉON GLAIZE CHARLES ROBERT LESLIE
TITO CONTI
Terraços, sacadas, balcões, varandas, janelas… Galeria 5
JOHN WILLIAM GODWARD
ROBERTO FONTANA HANS HEYERDAHL
JOHN ATKINSON GRIMSHALL
L. PICARDET
MANUEL GARCIA Y RODRIGUEZ
WILLIAM STEPHEN COLEMAN
PHILLIP HOYOL
WILLY SMITH
Espelho, espelho meu… Galeria 17
JULES JAMES ROUGERON
ARVID LILJELUND FREDERICK SANDYS
FRANK W. BENSON CHARLES MARTIN HARDIE
JULES EMILE SAINTIN FRANÇOIS JOSEPH CORNEILLE HASELEER
ROBERT HOPE
ANTON THIELE
CHARLES EDOUARD BOUTIBONNE
FREDERICK MORGAN DELAPOER DOWNING
RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face ?
Pintura: Paisagens – 6
Post dedicado à Eva Arrieche, seguidora do blog e fã de paisagens. ![]()
LOUIS ASTON KNIGHT
LOUIS ASTON KNIGHT
FRIEDRICH WILHELM ALBERT DRESSLER
ALOIS ARNEGGER
FRANZ LUDWIG CATEL
FRIEDRICH GAUERMANN
ALBERT BIERSTADT


