PINTURA: No jardim… Galeria 5
FRÉDÉRIC SOULACROIX
CESARE TIRADELLI EMILE VERNON
GEORGE GOODWIN KILBURNE JOHN WILLIAM GODWARD
EDMUND BLAIR-LEIGHTON
ELEANOR FORTESCUE BRICKDALE VICTOR GABRIEL GILBERT
EMILE CLAUS FRANCIS COATES JONES
Uma vendedora de flores…
ANTONIO PAOLETTI JOHN GEORGE BROWN
LEOPOLD DE MOULIGNON GEORGE MORTON
WILLIAM POWELL FRITH ADOLPHE JOURDAN
AUGUSTUS EDWIN MULREADY
JULES BASTIEN-LEPAGE LOUIS PICARD
EUGENE DE BLAAS JOSE RICO Y CEJUDO
PINTURA: Louis Marie de Schryver – 2
Louis Marie de Schyrver (Paris, França, 12 de outubro de 1862 – Paris, França, 6 de dezembro de 1942)
Ainda muito jovem encontrou o estilo de pintura que lhe garantiria um longo período de sucesso e o colocaria entre os melhores artistas da “Belle Époque”: cenas das ruas de Paris por volta de 1900, quando misturava à paisagem urbana da cidade descrições realistas de vendedoras de flores, varredores de ruas, cavalos, carruagens e pessoas elegantes.
Filho de um jornalista, começou seu treinamento artístico com apenas doze anos. Muito talentoso, aos treze exibiu seus primeiros trabalhos no Salão de 1876: Marguerites et Chrysanthèmes (Marguerites e crisântemos) e Violettes Fleurs et Printanières (Violetas e Flores de Primavera).
Depois de uma curta passagem pelo atelier de Philippe Rousseau (pintor de cenas de gênero e naturezas mortas), novamente apresentou-se no "Salon", sem a tutela de um professor.
Com 17 anos ganhou a medalha de bronze na "Wordl´s Fair de Sidney" com a pintura "Lilases". Continuou a confiar nos trabalhos de natureza morta, embora já apresentasse alguns retratos e cenas de gênero.
Em 1886 sua atenção voltou-se para a vida cotidiana parisiense e os retratos de pessoas da sociedade. Neste mesmo ano apresentou no Salão "Mes derniers fleurs" (Minhas últimas flores) e "Le premier jour de printemps" (O primeiro dia da primavera), recebendo uma menção honrosa.
Em 1888, tornou-se membro da "Sociéte des Artistes Français" (Sociedade dos Artistas Franceses) e sua pintura começou a atrair muita atenção, não só por sua habilidade técnica, mas pela espontaneidade das cenas retratadas.
Em 1891 passou a frequentar o ateliê do pintor Gabriel Ferrier (1847- 1914) e expôs "La Fin d’une Rêve" (O Fim de um Sonho), que lhe rendeu uma medalha de terceira classe, a sua primeira recebida nos Salões de Paris.
Em 1900 ganha uma medalha de ouro na Exposição Universal e, neste mesmo ano, constroi uma casa em Neuilly e deixa Paris. Seu trabalho também sofre mudanças: virou-se para os retratos e a pintura fantasia – que caracterizava homens e mulheres elegantes em épocas passadas, vestidos a caráter – e que tinham grande procura.
Em 1901, sua pintura "Lesbiennes" (Lésbicas) provocou escândalo no Salão Anual, tendo de ser retirada da mostra.
Ainda no início dos anos 1900 passou a dedicar-se à pintura de corridas de automóveis e apresentou-as no "Salon des Artistes Indépendants", uma exposição que procurava valorizar as novas tendências artísticas. Compartilhava o enorme fascínio pelo tema com Zwillet e Carolus-Duran e juntos criaram a seção de artes plásticas do Automóvel Clube de Paris. Estas obras seguiram um estilo mais impressionista, com belas cores e pinceladas rápidas, mas não tiveram boa acolhida no mercado e, em 1910, Schryver retorna às pinturas de cenas parisienses.
Entre 1919 e 1925, integra-se a uma missão de observadores culturais pós guerra e viaja para a Renânia, onde pinta paisagens, naturezas mortas e telas patrióticas que envia para o salão de Paris. Retorna a Neully e ocasionalmente viaja a Paris, onde morreu em 6 de dezembro de 1942, aos 80 anos.
GALERIA LOUIS-MARIE DE SCHRYVER – 2
VEJA TAMBÉM: LOUIS MARIE DE SCHRYVER – GALERIA 1
Mulheres e Flores: Galeria–Galeria 28
Espelho D’alma
Olho–me no espelho.
Sou o que sou?
A imagem que transmito.
Ressoou?
Toda luz e calor que emerge do meu âmago,
sob a teia que me envolve,
é exalada, renovada e fixada ?
A vida é um canto de amor.
Tal música nos embala,
do amanhecer ao por do sol,
eliminando, toda a nossa dor.
Feliz aquele que consegue,
transformar a rotina em ritual.
Compondo todos os seus feitos,
em ritmo espiritual.
LADISLAS WLADISLAW VON CZACHÓRSKI
SCOTT EVANS AUGUSTUS JULES BOUVIER
EDWARD CHARLES BARNES LOUIS JUSTIN MAURICE PERREY
ACHILLE BELTRAME
GEORGE SLOANE
EMILE VERNON
HANS ZATZKA
ALEXEI HARLAMOFF
Temas da pintura: No jardim…4
EDOUARD FREDERIC WILHELM RICHTER SIDNEY PERCY HENDRIK
WILLIAM SAVAGE COOPER
OTTO EERELMAN
JOHN SINGER SARGENT
WILLIAM JOHN HENNESSY
CARLTON ALFRED SMITH CHARLES EDWARD WILSON
KARL MARIA SCHUSTER
Pintura: Mulheres e flores – Galeria 27
HUGO SALMSON
WILLIAM CLARCKE WONTNER WILLIAM OLIVER
ÉMILE LEVY WILLIAM POWELL FRITH
THOMAS FAED EUGENE DE BLAAS
EMILE EISMAN SEMENOWSKY
DANIEL RIDGWAY KNIGHT
ALEXEI HARLAMOFF FRITZ ZUBER-BUHLER
Pintura: No jardim… Galeria 3
EDWARD KILLINGWORTH JOHNSON EDUARD CHARLEMONT
MANUEL GARCIA Y RODRIGUEZ WILLIAM MARK FISHER
CESAR PATTEIN
EASTMAN JOHNSON
CESARE AUGUSTE DETTI AUGUSTE TOULMOUCHE
DANIEL RIDGWAY KNIGHT
HANS ZATZKA CHARLES AMABLE LENOIR
Mulheres e flores–Galeria 26
Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?
Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.
Para quê?… Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria…
Ah, com que esmola a aquecerei?…
Fernando Pessoa
LOUIS-MARIE DE SCHRYVER
CHARLES COURTNEY CURRAN EMILE VERNON
LOUISE JOPLING MADELEINE JEANNE LEMAIRE
GEORGE GORDON FRASER HENDRIK JACOBUS SCHOLTEN
ALEXEI HARLAMOFF
FRITZ ZUBER-BUHLER
Pintura: Mulheres e flores–Galeria 25
MARY E. HARDING EDWARD KILLINGWORTH JOHNSON
DANIEL RIDGWAY KNIGHT
JULES EMILE SAINTIN
ARTHUR HACKER
EMILE A. PINCHART ALBERT LYNCH
KATE GRAY DANIEL MACLISE
ROBERT PAYTON REID
Pintores Contemporâneos – 7
VICENTE ROMERO REDONDO
ARDITH STAROSTKA LEE BOGLE
ROB HEFFERAN DUFFY SHERIDAN
CATHERINE ABEL RICHARD S. JOHNSON
JOSE MIGUEL ROMAN FRANCES MARY JANE Q. CROSS
VLADIMIR VOLEGOV
SVETLANA VALUEVA PINO DAENI
ALEXANDER AVERIN
É primavera ! – Galeria Mulheres e Flores – 24
VIDA
Meus nervos estão loucos, e nas veias
O sangue ferve, líquido de fogo
Salta a meus lábios, donde finge logo
A alegria popular das ceias.
Eu tenho desejos de rir; e as penas
Que à vontade domesticar não rogo
Comigo elas não jogam, e eu jogo
Com a tristeza azul de que estão plenas.
O mundo pulsa; toda sua harmonia
Sinto-a tão vibrante que a magia
remete ao bom vinho e à quimera.
É que abri a janela há um momento
E nas asas finíssimas do vento
Trouxe-me o seu sol a Primavera!
Alfonsina Storni
Tradução de Cristiane Carvalho e Manolo Graña
AUGUSTE TOULMOUCHE
GEORGE DUNLOP LESLIE
EMILE VERNON CHARLES COURTNEY CURRAN
WILLIAM AFFLECK CHARLES EDWARD WILSON
EDWARD CUCUEL
ALFRED GUILLOU ANDREA COFFA
EMILE EISMAN SEMENOWSKY
Mulheres e flores–Galeria 23
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
Cecília Meireles
FRANÇOIS A. DELOBBE JULES CYRILLE CAVÉ
NIKOLAI E. RACHKOV FRIEDRICH BOSER
ALEXEI HARLAMOFF WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU
HANS ZATZKA SIR JOHN LAVERY
KONSTANTIN MAKOVSKY LEON FRANÇOIS COMERRE
LOUIS MARIE DE SCHRYVER
Mulheres e flores–Galeria 22
DUAS FLORES
São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu…
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar…
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas… Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor
(Castro Alves)
LADISLAS WLADISLAW VON CZACHÓRSKI
ALEXEI HARLAMOFF
SCOTT EVANS LOUISE ABBEMA
SAMUEL LUKE FILDES ADOLPHE ALEXANDRE LESREL
VIKTOR SCHRAMM THEO VAN RYSSELBERGH
MARIE-FRANÇOIS FIRMIN GIRARD
HERMANN SCHMIECHEN JEAN-FRANÇOIS PORTAELS
EMILE EISMAN SEMENOWSKY HANS ZATZKA
Mulheres e flores – 21
SOU ESSA FLOR
Tua vida é um grande rio, vai caudalosamente,
a sua beira, invisível, eu broto docemente.
Sou essa flor perdida entre juncos e achiras
que piedoso alimentas, mas acaso nem olhas.
Quando cresces me levas e morro em teu seio,
quando secas morro pouco a pouco no lodo;
Mas de novo volto a brotar docemente
quando nos dias belos vais caudalosamente.
Sou essa flor perdida que brota nas tuas margens
humilde e silenciosa todas as primaveras.
(Alfonsina Storni – Tradução de Héctor Zanetti)
ELIHU VEDDER WILLIAM COOPER
CHARLES EDWARD PERUGINI
WILLIAM ARTHUR BREAKSPEARE
CONRAD KIESEL SAMUEL McCLOY
JOHANN HAMZA
GEORGE GOODWIN KILBURNE
LASZLO PATAKY VON SOSPATAK
Pintura: Mulheres e flores – 20
SIR LAWRENCE ALMA-TADEMA
AUGUSTUS EDWIN MULREADY CHARLES VICTOR THIRION
TIMÓLEON LOBRICHON JULES SCALBERT
MARY ELLENRIEDER
FREDERICK SANDS EMILE VERNON
LADISLAS WLADISLAW VON CZACHÓRSKI
Temas da pintura: No jardim…
ISAAC SNOWMAN FRANCIS COATES JONES
GUY ORLANDO ROSE
ERNEST WALBOURN THEOPHILE EMMANUEL DUVERGER
CONSTANT EMILE TROYON
WILLIAM ASHBURNER
CHARLES COURTNEY CURRAN
DANIEL RIDGWAY KNIGHT
Um autor, duas obras: Louis-Marie de Schryver
LOUIS-MARIE DE SCHRYVER
(Paris, França, 12 de outubro de 1862 – Paris, França, 6 de dezembro de 1942)
Pintura: Mulheres e flores – 19
BOLESLAW VON SZANKOWSKI LEOPOLD SCHMUTZLER
LOUISE JOPLING FRANCIS COATES JONES
GUSTAVE COURBET
SIR LAWRENCE ALMA-TADEMA
AUGUSTUS EDWIN MULREADY
CHARLES COURTNEY CURRAN LADISLAS WLADISLAW VON CZACHÓRSKI
DELPHIN ENJOLRAS
EMILE EISMANN SEMENOWSKY
EMILE VERNON
Pintura: Mulheres e flores – 18
AS ROSAS
(XVI)
Não falemos de ti. É inefável
segundo a tua natureza.
Outras flores ornamentam a mesa:
tu a transfiguras.
Num simples vaso és arranjo,
e eis que tudo muda:
é talvez a mesma frase,
mas cantada por um anjo.
Rainer Maria Rilke (1875-1926)
ETIENNE ADOLPHE PIOT MADELEINE LEMAIRE
ARTURO ORSELLI EMILE VERNON
HANS ZATZKA EDWARD KILLINGWORTH JOHNSON
OTTO SCHOLDERER JEAN-FRANÇOIS PORTAELS
DANIEL RIDGWAY KNIGHT
Pintura: Mulheres e flores – 17
STEPHEN REID
JOHN YEEND KING
EDMUND BLAIR-LEIGHTON WILHELM MENZLER
FRANCIS COATES JONES WALTER CRANE
NORMAN PRESCOTT DAVIES GEORGE FREDERICK WATTS
EMMA VON MULLER WILLIAM STEPHEN COLEMAN
DANIEL RIDGWAY KNIGHT
EMILE VERNON
Pintura: Mulheres e flores – 16
“Honrai as mulheres ! Elas traçam e tecem
Rosas celestes na vida terrestre,
Traçam os laços felizes do amor.
E na graça de seus véus decentes
Nutrem vigilantes o fogo eterno
De belos sentimentos com mão abençoada.”
SCHILLER (1759-1805)
LADISLAS WLADYSLAW VON CZACHÓRSKI
JOHN WILLIAM GODWARD
FERDINAND GEORG WALDMÜLLER
KARL GAMPENRIEDER JULES CYRILLE CAVÉ
DELPHIN ENJOLRAS EMILE EISMANN SEMENOWSKY
EMILE VERNON FILIPPO INDONI
FEDERICO ANDREOTTI KONSTANTIN MAKOVSKY
LOUIS MARIE DE SCHRYVER VICTOR GABRIEL GILBERT
AUGUSTE TOULMOUCHE
WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU
Pintura: Mulheres e flores (15)
ROBERT GORDON
LEON JEAN BAZILLE PERRAULT KARL WILHELM FRIEDRICH BAUERLE
ALEXEI HARLAMOFF JAMES HAYLLAR
BEATRICE PARSONS JOHN WILLIAM GODWARD
HEINRICH WILHELM SCHLESINGER
JOHN WILLIAM WATERHOUSE
Pintura – O tema favorito: Mulheres e flores (14)
Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és –
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês…
Fernando Pessoa
MULHERES E FLORES – 14
HERBERT GUSTAVE SCHMALZ CONRAD KIESEL
EMILY S. REEDSHAW WILLIAM CHARLES THOMAS DOBSON
WILLIAM KAY BLACKLOCK ALFRED GLENDENING
AUGUSTUS EGG
ALPHONSE MUCHA GEORGE CARLINE
EMILE VERNON
FEDERICO ANDREOTTI
HANS ZATZKA
JAMES JACQUES JOSEPH TISSOT
JOHANN GEORG MEYER VON BREMEN
LOUIS MARIE DE SCHRYVER