Pintura: A dor da perda…
PIETÁ – Escultura de MICHELANGELO
WILLIAM-ADOLPHE BOUGUEREAU
EMILY MARY OSBORN
AUGUSTE TOULMOUCHE
ALFRED STEVENS
JEAN BAPTISTE JULES TRAYER
Pintura: Uma lição de música – 2
LORD FREDERICK LEIGHTON
JULES ALEXIS MUENIER
JOHN PHILLIP
FRANÇOIS BOUCHER
CHRISTIAN EDUARD BOTTCHER
WILLIAM FREDERICK YEAMES HUGO BALLIN
LASLETT JOHN POTT JAN SKRAMLIK
Músicos na pintura–Galeria 11
CHARLES WEST COPE
GEORGES ADOLPHUS STOREY KARL WILHELM SOHN
I. SABATINI
HENRY SIDDONS MOWBRAY
WILLIAM KAY BLACKLOCK JOSEPH DE CAMP
ADOLPHE ALEXANDRE LESREL
VICTOR MARAIS-MILTON
FRANCIS DAVID MILLET
JOHN ATKINSON GRIMSHAW
EASTMAN JOHNSON ALBERT ANKER
A música…
“Quem ouve música, sente sua solidão povoada de repente.”
Robert Browning (1812-1889)
GALERIA – 3
VICENTE PALMAROLI
FRIEDRICH BOUTERWEK
JAN BAPTIST LODEWYCH MAES
FRANÇOIS PUGET
JOHN MELHUISH STRUDWICK
ALEGORIAS DA MÚSICA
KARL LUDWIG ADOLF EHRHARDT PAUL-FRANÇOIS QUINSAC
Uno
Uno
Música : Mariano Mores.
Letra : Enrique Santos Discépolo
Uno busca lleno de esperanzas
el camino que los sueños
prometieron a sus ansias
sabe que la lucha es cruel y es mucha
pero lucha y se desangra
por la fe que lo empecina
Uno va arrastrándose entre espinas
y en su afán de dar su amor
sufre y se destroza hasta entender
que uno se ha quedado sin corazón
Precio de castigo que uno entrega
por un beso que no llega
o un amor que lo engañó
vacío ya de amar y de llorar
tanta traición.
Si yo tuviera el corazón
el corazón que di
si yo pudiera como ayer
querer sin presentir
Es posible que a tus ojos
que me gritan su cariño
los cerrara con mis besos
sin pensar que eran como esos
otros ojos, los perversos,
los que hundieron mi vivir
Si yo tuviera el corazón
el mismo que perdí
si olvidara a la que ayer
lo destrozó y pudiera amarte
me abrazaría a tu ilusión
para llorar tu amor
Temas da Pintura: Instrumentos musicais (7)
WILLIAM JOHN HENNESSY PIETRO ROTARI
KATE BUNCE VEROSLAV KARAS
EDMUND BLAIR-LEIGHTON
WILHELM VON SCHADOW ANTHONY VAN DYCK
GEORGE GOODWIN KILBURNE
ERNEST MEISSONIER GUSTAVE JEAN JACQUET
VITTORIO REGIANNINI
Música: E por falar em anjos…
Qualquer semelhança é mero plágio…
O homem nasce original e morre plágio, disse Millôr Fernandes. Na Grécia Antiga, quando não havia editoras profissionais nem o ECAD, direito autoral e originalidade não eram questões relevantes, e Platão e Aristóteles surrupiavam na cara dura as ideias mais geniais de seus alunos e discípulos, bem como de outros filósofos. De Shakespeare a Tom Jobim, são muitos os baluartes da cultura acusados de cometer plágio sistematicamente, mas conta a favor deles o fato de terem melhorado sensivelmente o que quer que tenham copiado.
O plágio apresenta diferentes nomenclaturas conforme a sua área de atuação. Na literatura é mais conhecido como intertextualidade; na universidade, como citação; na música, como releitura. Também recebe os nomes de influência, apropriação, imitação, adaptação, referência, transposição, homenagem, etc. No rock n’roll o plágio é comum e bem aceito, tanto é que o Led Zeppelin, para muitos a maior banda de todos os tempos, tem um longo rol de cópias e versões não creditadas, especialmente nos três primeiros discos.
Nos vídeos abaixo podemos conferir algumas músicas que impressionam pela cara de pau ou pela genialidade com que o compositor se apropriou de outra, transformando o original num pastiche ou em algo infinitamente superior. Mas esse julgamento fica por conta de cada um. A eles:
LINK: UMBIGODE
(Daniel Mendonça)
Esse obscuro objeto do desejo (Amy Winehouse)

Do blog UMBIGODE:
Esse obscuro objeto do desejo (sobre Amy Winehouse)
por Daniel Mendonça
Se o destino fosse um daqueles torcedores de futebol terrivelmente babacas que gostam de aparecer na televisão, depois de saber da morte de Amy Winehouse levantaria um cartaz escrito “eu já sabia!”. O que se sucede à morte de qualquer artista com tanto apelo midiático quanto o da cantora inglesa nós também já sabemos. Repetiu-se à exaustão que sua morte era questão de tempo, como se existisse alguma morte que não o fosse. Também se disse muito a respeito de sua influência no cenário pop atual, em que a cada semana surge uma nova cantora branca com voz de negra e influenciada por sons sessentistas, e também em como se transformou em ícone fashion e de comportamento. Vieram os já esperados comentários laudatórios da crítica, apressada em definir logo qual é o lugar de Amy na linha do tempo do pop e na posteridade – a maior cantora do século XXI, como afirmou Nelson Motta ? símbolo da idolatria desafetuosa e agressiva de nossa época, em que parte do público vai aos shows dela unicamente para rir de suas patetiquices ? o último suspiro de contracultura no universo pop ?
Difícil interpretar um fenômeno de cultura enquanto estamos tão entranhados nele, enquanto não conseguimos afastar a saturação de suas imagens e sentidos. Amy parecia querer viver até o limite a “aventura da modernidade”, no intervalo entre o desejo de voar e a força bruta que prende os pés no chão. Pouco sabemos sobre suas falas, seu pensamento, sua visão de mundo. Aos jornalistas ela se calava, como quem se recusa a participar de um debate em que todos falam ao mesmo tempo. Suas canções eram tudo o que estava do lado visível de seu discurso. Era “moderna” no sentido de estar próxima ao repertório simbólico de sua época e ao mesmo tempo expressar certo desprezo a suas convenções. A curiosidade e admiração provocadas por ela vieram sobremaneira de suas contradições aparentes: era inglesa mas fazia música americana; era branca e magrela mas possuía uma voz de cantora negra gorda; no mesmo álbum cuja canção de abertura desdenha do alcoólicos anônimos há versos como So just lately/ when I catch myself I do a 180/ I stay up, clean the house/ at least I’m not drinking (um breve instante de autocomiseração, arrependimento, vontade de mudar de rumo, de cortar os excessos ?); compositora quase despretensiosa, escreveu pelo menos cinco ou seis canções que podem ser chamadas de obras-primas sem que isso pareça demasiado eufórico.
Em relação aos aspectos não musicais, contudo, a figura de Amy parece deslocada do tempo. Há muito não aparecia uma mulher que pretendesse representar novamente aquele espírito de Janis Joplin, de culto aos excessos, aos gestos radicais, à voz que liberta o “uivo reprimido pelo decoro”, como escreveu Walt Whitman, poeta do século XIX que testemunhou a emergência do herói romântico – maldito, rebelde e que constantemente flerta com a morte. Em 1965 Pete Townshed cantava I hope I die before I get old, mas hoje, aos 65, não se importa em ser ou parecer velho. A moralidade dominante neste princípio de século diz que é melhor viver mais tempo, com “qualidade de vida”, passando da dieta macrobiótica aos exercícios antiflacidez; nas novelas os galãs não oferecem uísque às mulheres que deseja levar para a cama, pois todos os que bebem são alcoólatras que podem ou não “se redimir” a tempo; a rebeldia não precisa ser genuína, basta expressar-se cosmeticamente na fala, nos gestos e na roupa; vivemos talvez o auge da utopia da caretice.
Nós quisemos acreditar que Amy Winehouse, no auge de sua porralouquice débil, fosse uma rebelde autêntica, libertária, sacana, provocadora, debochada. Mas sua morte veio mostrar que tudo isso não passava de uma metáfora vazia, de um brilho fugaz apagado por uma narrativa tediosamente óbvia, e passada a histeria inicial tudo volta à normalidade, como se estivéssemos apenas enterrando mais um cadáver adiado da contracultura, o que costuma acontecer a cada 15 ou 20 anos.
Em “Crepúsculo dos ídolos”, Nietzsche diz que as pessoas póstumas são mais mal compreendidas do que aquelas ligadas ao seu próprio tempo, por serem ouvidas com mais clareza. Mas acrescenta que a autoridade dos póstumos vem justamente do fato de não serem compreendidos. Não sabemos se o que está reservado à recém-póstuma é o olimpo ou o limbo, ou ainda se essa incompreensão lhe garantirá autoridade. Amy Winehouse não pretendeu viver sem limites porque sabia que limitar-se é unicamente prerrogativa da vida, o que mostram suas pouco mais de 20 composições que conhecemos, todas de algum modo escancarando suas limitações: “não posso”, “não consigo”, “não vou”. O “não” é limite, mas é também apelo, dissonância, fuga. Nossa personagem do momento pode ter desejado essa imortalidade com que a mitologia premia os deuses, porém será necessário que reinventemos a narrativa de sua tragédia para que esta volte a fazer sentido algum dia. Viver é mesmo um pecado mortal.
Tema: A Música na pintura – 2
Divina Música!
Filha da Alma e do Amor.
Cálice da amargura
E do Amor.
Sonho do coração humano,
Fruto da tristeza.
Flor da alegria, fragrância
E desabrochar dos sentimentos.
Linguagem dos amantes,
Confidenciadora de segredos.
Mãe das lágrimas do amor oculto.
Inspiradora de poetas, de compositores
E dos grandes realizadores.
Unidade de pensamento dentro dos fragmentos
Das palavras.
Criadora do amor que se origina da beleza.
Vinho do coração
Que exulta num mundo de sonhos.
Encorajadora dos guerreiros,
Fortalecedora das almas.
Oceano de perdão e mar de ternura.
Ó música.
Em tuas profundezas
Depositamos nossos corações e almas.
Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos
E a ouvir com os corações.
(Gibran Khalil Gibran)
ANTONIO GARCIA Y MENCIA
ROBERT TOURNIÈRES
ERNST MEYER
FRANZ DVORAK
WOJCIECH GERSON
VICENTE PALMAROLI
WILHELM MENZLER
JOHN MELHUISH STRUDWICK
FRANCISCO MIRALLES
VITTORIO REGGIANINI
GUGLIELMO ZOCCHI
JAN VAN BIJLERT
Temas da Pintura: Uma lição de música
JOHN GEORGE BROWN
EMIL RAU BASILE DE LOOSE
JOSEPH DE CAMP FRANS VAN MIERIS, the ELDER
EASTMAN JOHNSON
JEAN CAROLUS
CESARE AUGUSTE DETTI
HENRY HOLIDAY
FERDINAND HEIBUTH
FRANCIS DAVID MILLET
EDMUND BLAIR LEIGHTON
WILLIAM HENRY MIDWOOD
I. SABATINI
CHARLES WEST COPE
Temas da Pintura: Por isso é que eu canto…
GALERIA
ALBERT FRIEDRICH SCHRODER
AUGUST RIEDEL
FRANCIS BERNARD DICKSEE
MIHALY MUNKACSY
JUAN JOSE GARATE Y CLAVERO
FELIX HENRI GIACOMOTTI
HENDRICK MARTENSZ SORGH
JOHN WILLIAM HAYNES
LORENZO COSTA
PETRUS VAN SCHENDEL
PIERRE VAN DER OUDERAA
GUILLAUME BODINIER